celulas fotovoltaicas

celulas fotovoltaicas

A equipa vai agora iniciar o estudo de um novo corante. “Pretendemos substituir o corante que usamos – ruténio (que é também um metal precioso e bastante caro) – pelos chamados quantum dots de carbono. Essas estruturas têm capacidade de absorção de luz muito superior e usam menos recursos”.

As vantagens dos novos painéis fotovoltaicos são diversas. Adélio Mendes destaca três: “esteticamente são mais atraentes, têm a capacidade de captação de luz difusa (é 20 por cento mais eficiente do que as de silício neste aspecto) e os custos de produção são bastante mais baixos”. A desvantagem é que “é necessário o dobro da área para produzir a mesma energia”. A selagem com uma pasta de vidro faz com que as células tenham um maior potencial de aplicações. “Podem funcionar como revestimentos de edifícios, ou substituir janelas”. De resto, considera o investigador, “este será o melhor revestimento que uma casa pode ter”, isto porque é também um excelente isolante térmico, como tinha já explicado ao «Ciência Hoje» por altura da distinção com o prémio Solvay, em 2011 (ler aqui).

Com estes aperfeiçoamentos pretende “aumentar-se a eficiência destas células e, acima de tudo, tornar a tecnologia disponível a nível comercial, baixando os custos de produção, usando componentes cada vez mais abundantes e com menos impacto ambiental”.

“O dinheiro vem dos contribuintes europeus, por isso deve ser usado de forma a conduzir a um valor social. Neste caso, decidi que esse valor seria obtido através das empresas. Estamos a colaborar com a EFACEC, em Portugal, de forma a valorizar os impostos que os europeus colocaram nas minhas mãos”, diz.

As células fotovoltaicas em que está a trabalhar (para transformar energia solar em energia eléctrica), ao contrário das de silício – normalmente utilizadas –, “aproximam-se muito mais do que a natureza faz, por exemplo, no que diz respeito às plantas; a clorofila é um corante que absorve a luz e a transforma em energia química. Nós também utilizamos um corante que absorve a radiação”.

Esta substituição “vai permitir não só reduzir o custo como também tornar estas células passíveis de serem massificadas sem com isso prejudique os recursos da Terra em termos de metais preciosos. É uma das questões a aperfeiçoar com a bolsa agora obtida”.

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